domingo, 25 de julho de 2010

Kemps Ridley


Nome científico: Lepidochelys kempii
Tamanho máximo: 70cm (comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 48 kg.
Distribuição: a maioria dos adultos existe no Golfo do México. Os juvenis variam entre áreas dos litorais tropicais do noroeste do Atlântico.
Hábitos de vida: possuem mandíbulas poderosas que as ajudam a se alimentar de caranguejos, mexilhões, e camarões. Também gostam de peixes, anêmonas e medusas. Preferem áreas rasas com fundos arenosos e enlameados.
Conservação: criticamente em perigo (classificação da IUCN).

sábado, 17 de julho de 2010

Esclarecimento

Há um bom tempo vem sendo divulgado em e-mails pelo mundo o “Massacre de tartarugas na Costa Rica”, através de fotos erroneamente usadas. Recebi esse e-mail de uma amiga e achei estranho. Infelizmente ao mesmo tempo que vários e-mails trazem informações importantes e mensagens motivacionais também trazem correntes e notícias inventadas e estupidamente explicadas. Segue o link do post do blog da Nivia, esclarecendo em detalhes essa história.
Links: http://cachacaaraci.wordpress.com/2010/01/24/verdade-sobre-massacre-de-tartarugas-na-costa-rica/

http://cachacaaraci.wordpress.com/2010/05/10/raul-jungmann-admite-que-publicou-hoax-sobre-tartarugas/

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Curioso

Antes de postar as próximas duas e últimas da "série marinhas"(já foram postadas as cinco espécies ocorridas no Brasil), vou deixar o link de uma reportagem que recebi de minha irmã que acabou entrando nessa de gostar de tartarugas por minha causa rs...
Essa é curiosa mas também mostra um pouco do comportamento de um jabuti...
Confiram>> http://noticias.uol.com.br/ultnot/bichos/ultnot/bbc/2010/07/13/tartaruga-rejeitada-faz-amizade-com-brinquedo.jhtm

Tartaruga-de-couro


Nome científico: Dermochelys Coriacea(Linnaeus, 1766).
Nomes no exterior: Leatherback Turtle(En), Tortue Luth(Fr), Tortuga Laúd(Sp).
Tamanho máximo: 198 cm (comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 907 kg.
Longevidade: Aproximadamente 80 anos.
Distribuição: todos os oceanos tropicais e temperados do mundo.
Hábitos de vida: Alimentam-se essencialmente de medusas. Encontradas principalmente em alto mar.
Conservação: listada como espécie Criticamente Em Perigo pela IUCN; Criticamente Em Perigo pela lista de espécies ameaçadas do IBAMA.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Tartaruga-Oliva


Nome científico: Lepidochelys olivacea(Eschscholtz, 1829).
Nomes no exterior: Olive Ridley Turtle(En), Tortue Olivâtre(Fr), Tortuga Golfina(Sp).
Tamanho máximo: 76cm(comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 50kg.
Longevidade: Aproximadamente 80 anos.
Distribuição: A tartaruga oliva é considerada uma das mais abundantes espécies de tartarugas marinhas no mundo(Pritchard, 1997) e está presente nos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
Hábitos de vida: Possuem mandíbulas poderosas que lhes ajudam na alimentação de peixes, carangueijos.
Conservação: Listada como espécie Em Perigo pela IUCN; Em Perigo pela lista de espécies ameaçadas do IBAMA.

Tartaruga-de-pente


Nome científico: Eretmochelys imbricata(Linnaeus, 1766).
Nomes no exterior: Hawksbill Turtle(En), Tortue imbriquée(Fr), Tortuga Carey(Sp).
Tamanho máximo: 100cm(comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 100kg.
Longevidade: Aproximadamente 80 anos.
Distribuição: Mares tropicais de todo mundo.
Hábitos de vida: Comem esponjas, anêmonas, lulas e camarões.
Conservação: listada como espécie Criticamente em perigo pela IUCN; Em Perigo pela lista de espécies ameaçadas do IBAMA.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Tartaruga-verde


Nome científico: Chelonia mydas(Linnaeus, 1758).
Nomes no exterior: Green Turtle(En), Tortue Verte(Fr), Tortuga Verde(Sp).
Tamanho máximo: 140cm(comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 204kg.
Longevidade: aproximadamente 80 anos.
Distribuição: Todos os mares temperados e tropicais do mundo.
Hábitos de vida: Sua alimentação varia consideravelmente durante seu ciclo de vida. Quando menor que 30 centímetros de comprimento, alimentam-se essencialmente de crustáceos, insetos aquáticos, ervas marinhas e algas. Acima de 30 centímetros, come, na maior parte, algas. Única estritamente herbívora em sua fase adulta. Raramente são avistadas em alto mar.
Conservação: Listada como espécie Em perigo pela IUCN; Vulnerável pela lista de espécies ameaçadas do IBAMA.

Espécies- Tartaruga-cabeçuda


Nome científico: Caretta caretta(Linnaeus, 1758).
Nome no exterior: Loggerhead Sea Turtle(En), Tortue Cauoanne(Fr), Tortuga Caguama(Sp).
Tamanho máximo: 124cm(comprimento curvilíneo da carapaça).
Peso máximo: 200kg.
Longevidade: aproximadamente 80 anos.
Distribuição: a careba-amarela apresenta uma distribuição global, habitando a plataforma continental, baías, lagunas e estuários em águas temperadas, subtropicais e tropicais dos Oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.
Hábitos de vida: São animais carnívoros e sua alimentação, em sua maioria, é de marisco típico do fundo do oceano. Comem essencialmente caranguejos, moluscos, mexilhões e outros invertebrados.
Conservação: Listada como espécie Em perigo pela IUCN; Em perigo pela lista de espécies ameaçadas do IBAMA.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nascimento


Os ovos de tartaruga ficam bem protegidos, recobertos por uma espécie de muco e pela areia com que ela cobre o ninho. São 120 ovos, em média, para cada postura, mas há registro de ninhos com apenas 16 ou até 240 ovos. Depois da postura, a mãe volta para o mar e 45 a 60 dias depois os ovos se rompem e nascem as tartaruguinhas. Um filhote vai ajudando, com movimentos sincronizados, retirando a areia, até alcançarem a superfície do ninho e correrem para o mar. O nascimento ocorre quase sempre à noite e para chegarem ao mar elas se orientam pela luminosidade do horizonte. Os filhotes são pequenos e frágeis, medindo apenas cerca de cinco centímetros. Estima-se que de cada mil tartarugas nascidas, apenas uma ou duas vão chegar à idade adulta. Um filhote recém-nascido da tartaruga de couro tem 30 gramas em média.

domingo, 11 de julho de 2010

Desova



O ciclo de reprodução das tartarugas marinhas pode se repetir em intervalos de um, dois ou três anos, variando conforme a espécie e condições ambientais, especialmente a distância entre as áreas de alimentação e reprodução. O acasalamento ocorre no mar, em águas profundas ou costeiras. A fêmea normalmente escolhe um entre inúmeros machos, mas pode ser fecundada por vários deles. A cópula dura várias horas. A fecundação é interna e cada fêmea pode realizar de três a cinco desovas em uma mesma temporada de reprodução, com intervalos médios de 10 a 15 dias.
As fêmeas sempre procuram praias desertas para desovar e, via de regra, esperam o anoitecer, porque a escuridão as protege de vários obstáculos e o calor da areia, durante o dia, prejudica a postura. Escolhem um trecho da praia livre da ação constante das marés e, com as nadadeiras dianteiras, escavam um grande buraco redondo, de mais ou menos dois metros de diâmetro (chamado cama), onde vão se alojar para iniciar a confecção do ninho. Com as nadadeiras traseiras fazem outro buraco para o ninho, com cerca de meio metro de profundidade, onde coloca os ovos, parecidos com uma bola de pingue-pongue.
Foto: Postura dos ovos; fonte: Projeto Tamar.

Série Marinhas

A partir de hoje vou postar uma série sobre as tartarugas marinhas, desde conceitos simples até detalhes como chaves de identificação e pesquisas realizadas atualmente com as mesmas. E aproveitar para postar os atrasados...

As tartarugas marinhas existem há mais de 150 milhões de anos. Sua origem é a terra mas elas evoluíram e se adaptaram para viver no mar, diferenciando-se de outros répteis. Em vez de dentes, por exemplo, ganharam uma espécie de bico e suas patas transformaram-se em nadadeiras. Na terra são lentas e se tornam vulneráveis, mas no mar se deslocam com rapidez e agilidade. Há sete espécies de tartarugas conhecidas no mundo( Descritas brevemente uma a uma). Podem atingir até 907 quilos. Respiram por pulmões, mas podem permanecer algumas horas embaixo d’água, prendendo a respiração. Para isso, o organismo funciona lentamente, o coração bate devagar, num fenômeno chamado bradicardia, em que o fornecimento de oxigênio é auxiliado por um tipo de respiração acessória, feita pela faringe e pela cloaca. Além da visão, da audição e do olfato extremamente desenvolvidos, as tartarugas possuem uma fantástica capacidade de orientação.

Foto: Maior tartaruga marinha, Tartaruga-de-couro, chegando a medir 198 cm.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Classificação taxonômica

Lá vai uma explicação sobre a taxonomia dos quelônios, o que já explica também o título do blog...
Reino: Animalia;
Filo: Chordata;
Classe: Reptilia;
Ordem: Chelonia ou Testudines. Até esse nível taxonômico incluímos todos os quelônios existentes;
Família: A partir daí os quelônios são classificados em 13 famílias agrupadas em duas subordens: Cryptodira e Pleurodira( Postagens ainda serão publicadas, detalhadamente);
Gênero: Somam 75 gêneros;
Espécie: Somam 260 espécies.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Termos


Como comentei na postagem anterior vamos esclarecer o termo tartaruga. De acordo com HICKMAN, ROBERTS, LARSON, 2004:"Os termos tartaruga, jabuti e cágado são aplicados de forma distinta aos vários membros do grupo das tartarugas. No entanto, todos os membros do grupo podem ser corretamente chamados simplesmente de tartarugas. O termo jabuti é freqüentemente relacionado às tartarugas terrestres, especialmente as de tamanho grande. As tartarugas aquáticas são comumente chamadas de cágados". E finalmente as marinhas são geralmente chamadas de tartarugas, somente. Na imagem, um jabuti, um cágado e uma tartaruga marinha, respectivamente.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Blog Animal

Sou uma bióloga que desde sempre fui fascinada pelos quelônios e já publiquei nesse mesmo blog postagens relacionadas ao assunto, porém o material era voltado somente aos cientistas. Meu objetivo agora é postar artigos científicos, material didático e reportagens sobre as tartarugas( termo explicado brevemente) a fim de trocar informações com estudantes, graduandos na área de biologia, veterinária, ecologia, professores,cientistas, ou mesmo curiosos no assunto. Desde já deixo o link do site do projeto TAMAR, que há trinta anos faz o trabalho de conservação ambiental e recuperação de tartarugas marinhas de todo o litoral brasileiro. Vale a pena conferir!

Link: www.tamar.com.br.